É uma sensação fantástica atingir um estado de confiança e auto-estima quase divinais, não porque pensamos que podemos fazer o que nos apetece sem olhar a meios, mas porque tudo flui para nós de uma forma incrivel. Todas as áreas da nossa vida florescem sem qualquer esforço...Tive um período na minha vida onde tudo acontecia dessa forma, era fantástico, relacionamentos, harmonia, paz interior, amizade, trabalho, estudos, etc...Todas as áreas importantes da minha vida estavam a trabalhar em unissono. Sentia-me uma força da natureza, implacavel, sem receios, um autêntico rochedo. Mas pude experienciar também que, as palavras têm também uma força incrivel. Elas têm a capacidade de nos desarmar, de nos incentivar ou mandar abaixo, fazer sonhar ou perder totalmente uma visão de futuro melhor.
O mais sólido dos rochedos pode ser abalado pela força das mais sólidas das palavras.
E esta foi a minha experiência, a força das palavras abalou-me, a mim, um rochedo inabalável. E foi óptimo, apercebi-me que até os maiores rochedos são erodidos pelas forças mais simples da vida, e isso molda-nos o carácter e ajuda-nos a crescer, e a tornar mais sábios.
A intenção
Saudações,
Como alguém disse me disse uma vez:
Como alguém disse me disse uma vez:
"Nascemos sem pedirmos e morremos sem querer, como tal, há que aproveitar o intervalo."
E é precisamente nesse intervalo que devemos estabelecer um dos nossos maiores objectivos: partilhar a nossa história ao maior número de pessoas e quem sabe, com o nosso testemunho partimos conscientes de que não cairemos no esquecimento.
É a minha visão da vida que se vai clarificando pelas experiências que me definem.
É a minha visão da vida que se vai clarificando pelas experiências que me definem.
Que Deus esteja com todos nós.
Peaceful Warrior
(Peaceful Heart, Warrior Spirit)
Peaceful Warrior
(Peaceful Heart, Warrior Spirit)
terça-feira, 9 de agosto de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Evolução interior...
É nos invernos mais rigorosos da nossa existência que extraímos as lições mais valiosas...
É tão dificil olharmos para nós e aprendermos com nós próprios. Estamos tão aborvidos com os nossos próprios problemas que nem tempo tiramos para pensarmos como tem sido a nossa evolução interior. Dei comigo a pensar, no inicio da psicoterapia, que gostaria muito de voltar a ser a pessoa que era, confiante e organizada e com um aguçado sentido de sucesso. Concluí recentemente que essa pessoa era extraordinária naquele período da vida. Desde aí, fui abençoado com novas experiências, novos sentires que moldaram a minha forma de viver. Eu cresci, eu amadureci...Talvez deva abraçar um novo eu, ao invés de lutar inutilmente pela imagem de uma pessoa que uma vez fui. Sim, talvez seja isso...tentar compreender como esta nova pessoa age, reage, pensa, sente, comporta, ri, chora, enfim...vive...A minha psicóloga ficou radiante quando lhe contei isto: "Que progresso tremendo, que descoberta..."ela disse.
Segundo Einstein, tudo na vida e no universo está sujeito a mudança, nós também...
É tão dificil olharmos para nós e aprendermos com nós próprios. Estamos tão aborvidos com os nossos próprios problemas que nem tempo tiramos para pensarmos como tem sido a nossa evolução interior. Dei comigo a pensar, no inicio da psicoterapia, que gostaria muito de voltar a ser a pessoa que era, confiante e organizada e com um aguçado sentido de sucesso. Concluí recentemente que essa pessoa era extraordinária naquele período da vida. Desde aí, fui abençoado com novas experiências, novos sentires que moldaram a minha forma de viver. Eu cresci, eu amadureci...Talvez deva abraçar um novo eu, ao invés de lutar inutilmente pela imagem de uma pessoa que uma vez fui. Sim, talvez seja isso...tentar compreender como esta nova pessoa age, reage, pensa, sente, comporta, ri, chora, enfim...vive...A minha psicóloga ficou radiante quando lhe contei isto: "Que progresso tremendo, que descoberta..."ela disse.
Segundo Einstein, tudo na vida e no universo está sujeito a mudança, nós também...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Sentimentos....
Talvez venha a ver as coisas de uma forma diferente daqui a uns anos (e assim o espero) mas acredito que somos definidos por pequenos momentos nesta imensa aventura chamada vida. Certa vez disse a um amigo meu que iria agir desta e daquela maneira quando determinada situação viesse a revelar-se. Num rasgo de sabedoria ele disse: "Eu acredito que só naquele preciso momento é que vais saber como te sentes, não antes ou muito menos depois." Veio a revelar-se verdade em mais do que uma situação... Recentemente descobri que apenas nos tornamos grandes e sábios quando o nosso coração é aberto a outros, quer seja para a dôr temporária ou alegria eterna, quando toda a "casca" que o reveste se quebra por breves momentos e nos tornamos tão ou mais fragéis, humildes e vulneráveis como o exacto momento em que abrimos os olhos para o mundo. Descobri o quão maleável ele pode tornar-se quando contemplado com circunstâncias e emoções que escapam totalmente ao nosso controlo, deixando-nos alegres e orgulhosos por estarmos vivos ao sermos presenteados com tamanhas recompensas que nos fazem crescer e acreditar que a felicidade que tanto procuramos está perfeitamente ao nosso alcance.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Paris....
Dou por mim perdido na imensidão...Na imensidão do vasto manto branco que vai cobrindo as ruas de Paris, enquanto pequenos pedaços de nuvem vão caindo do céu sobre a minha face, esfriando-a a cada passo que dou. Não os ossos porém, não, esses continuam quentes apesar do frio... Só Deus sabe no meu coração o quanto desejava absorver o meu ser neste cenário mais vezes.
Vejo um parque, coberto de um branco maravilhoso inimaginável talvez à mente até dos maiores criativos, e reparo em algumas crianças perdidas na sua inocência a andar no carrocel. Carrocel esse que confere felicidade aos seus rostos, levando-a a expressar-se sobre a forma de alegres risos cujos meus ouvidos interiorizam. Esboço um sorriso tímido... Desejo que a aproveitem, a felicidade, e que a expressem enquanto crescem pois o Mundo sorrateiramente lhas vai tirando. Ah! Saudades desses momentos invadem-me, onde a pura felicidade brotava naturalmente do meu interior. Agora tenho que procurá-la, descobri-la, e resgatá-la das mais simples e pequenas coisas do dia-a-dia. Coisas essas que são ridículas aos olhos de muitos...Não entendem eles, pois são manipulados pelas circunstâncias diárias que eles próprios criam e os tornam infelizes.
Ao caminhar pelo tapete branco, penso para mim mesmo que devo mudar...de ares, de vida, no fundo preencher e criar novas páginas no imenso livro da vida. Como li recentemente: "Há certos pássaros que não foram feitos para serem engaiolados. As suas penas são demasiado brilhantes." É assim que me sinto, um pássaro engaiolado de penas brilhantes, pronto para voar e mostrar ao mundo todo o meu esplendor. Está dependente de mim fazê-lo, encontrar a felicidade para mim e para os que amo.
É a minha alma traduzida em palavras aqui, numa cidade de sonhos, romance e amor, muito amor...Paris...
Vejo um parque, coberto de um branco maravilhoso inimaginável talvez à mente até dos maiores criativos, e reparo em algumas crianças perdidas na sua inocência a andar no carrocel. Carrocel esse que confere felicidade aos seus rostos, levando-a a expressar-se sobre a forma de alegres risos cujos meus ouvidos interiorizam. Esboço um sorriso tímido... Desejo que a aproveitem, a felicidade, e que a expressem enquanto crescem pois o Mundo sorrateiramente lhas vai tirando. Ah! Saudades desses momentos invadem-me, onde a pura felicidade brotava naturalmente do meu interior. Agora tenho que procurá-la, descobri-la, e resgatá-la das mais simples e pequenas coisas do dia-a-dia. Coisas essas que são ridículas aos olhos de muitos...Não entendem eles, pois são manipulados pelas circunstâncias diárias que eles próprios criam e os tornam infelizes.
Ao caminhar pelo tapete branco, penso para mim mesmo que devo mudar...de ares, de vida, no fundo preencher e criar novas páginas no imenso livro da vida. Como li recentemente: "Há certos pássaros que não foram feitos para serem engaiolados. As suas penas são demasiado brilhantes." É assim que me sinto, um pássaro engaiolado de penas brilhantes, pronto para voar e mostrar ao mundo todo o meu esplendor. Está dependente de mim fazê-lo, encontrar a felicidade para mim e para os que amo.
É a minha alma traduzida em palavras aqui, numa cidade de sonhos, romance e amor, muito amor...Paris...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O valor da Liberdade
Alguns de vós já alguma vez tentaram pensar em nada? Sim, em nada...Pois eu também concordo convosco, também me é impossivel pensar em nada. É por isso que de vez em quando me dão certos devaneios cerebrais, ou, como lhe costumo chamar, diarreias cerebrais. Se bem que devaneios seja bem mais aceitável, tendo em conta o forte cariz que a palavra diarreia apresenta. Bom de qualquer forma, algo dentro de mim em determinado momento desta semana apelou para o sentimento de liberdade (nas suas mais diversas variáveis) e à qual damos tão pouca importância. Talvez me tenha surgido por estar a viver um momento de "clausura" de criatividade laboral e pela ausência de reconhecimento, algo muito comum na liderança empresarial actual, e cujos principios valorizo tremendamente. No entanto, o meu sentimento traduziu-se nas palavras que partilharei de seguida convosco:
"Aquele que não atribui valor à sua liberdade, é porque nunca esteve privado dela."
"Aquele que não atribui valor à sua liberdade, é porque nunca esteve privado dela."
Quando o aluno está pronto....
Muitos de nós procuramos por vezes alguém com quem nos possamos identificar, que nos sirva de guia, alguém que nos dê alguma luz no meio da escuridão, quero dizer, em alturas de maior turbulência nas nossas vidas. Tenho aprendido contudo que os professores, mestres, não são encontrados apenas em cumes de montanhas ou em ashrams no Este. Os nossos professores apresentam-se sob a forma de amigos ou adversários, de nuvens, animais, vento e água. Momento a momento, os nossos professores revelam-nos tudo o que precisamos saber. A questão é: Estás a prestar atenção? Quando o aluno está pronto, o professor aparece...em todo o lado.
Também aprendemos através de experiências e circunstâncias, dificuldades e instrospecções. Considerem esta estória:
Zembu, um jovem samurai, teve um caso com a mulher do seu superior. Quando descoberto, ele matou o homem nobre em auto-defesa e fugiu para uma província distante. Incapaz de encontrar trabalho decidiu tornar-se num ladrão. Uma certa manhã, num flash de compreensão, Zembu olhou para o seu passado e viu o que tinha feito da sua vida. Decidiu assim realizar uma boa acção como um sincero acto de arrependimento por forma a reparar os danos que tinha feito. Algum tempo depois encontrou a sua oportunidade ao caminhar por uma estrada perigosa sobre um penhasco que tinha até à data causado a morte a tantas pessoas. Decidiu assim cavar um túnel através da montanha. Mendigando comida para se suportar durante o dia, Zembu cavava todas as noites.
Trinta anos mais tarde, quando o túnel já tinha pouco mais de 600 metros e a poucos meses de conclusão, Zembu foi confrontado por Katsuo, um jovem samurai que tinha vindo matá-lo para vingar a morte do seu pai, o homem nobre que Zembu tinha morto anos antes.
Ao enfrentar a espada de Katsuo, Zembu disse:
- "Dar-te-ei de bom grado a minha vida se me permitires apenas que complete o meu trabalho."
Assim Katsuo aguardou impacientemente ao longo de vários meses enquanto Zembu continuava a cavar. Ao ver que Zembu se aproximava do fim e cansado de não fazer nada, Katsuo começou a ajudar Zembu a cavar. Ao trabalharem lado a lado, Katsuo começou a admirar a enorme força de vontade e carácter do velho homem.
Finalmente o túnel estava terminado e os viajantes podiam agora passar em segurança.
Zembu virou-se para o jovem samurai:
- "O meu trabalho está feito. Podes agora cortar a minha cabeça.", disse.
Lágrimas caíam dos olhos de Katsuo enquanto perguntava:
"Como posso eu cortar a cabeça do meu professor?".
Também aprendemos através de experiências e circunstâncias, dificuldades e instrospecções. Considerem esta estória:
Zembu, um jovem samurai, teve um caso com a mulher do seu superior. Quando descoberto, ele matou o homem nobre em auto-defesa e fugiu para uma província distante. Incapaz de encontrar trabalho decidiu tornar-se num ladrão. Uma certa manhã, num flash de compreensão, Zembu olhou para o seu passado e viu o que tinha feito da sua vida. Decidiu assim realizar uma boa acção como um sincero acto de arrependimento por forma a reparar os danos que tinha feito. Algum tempo depois encontrou a sua oportunidade ao caminhar por uma estrada perigosa sobre um penhasco que tinha até à data causado a morte a tantas pessoas. Decidiu assim cavar um túnel através da montanha. Mendigando comida para se suportar durante o dia, Zembu cavava todas as noites.
Trinta anos mais tarde, quando o túnel já tinha pouco mais de 600 metros e a poucos meses de conclusão, Zembu foi confrontado por Katsuo, um jovem samurai que tinha vindo matá-lo para vingar a morte do seu pai, o homem nobre que Zembu tinha morto anos antes.
Ao enfrentar a espada de Katsuo, Zembu disse:
- "Dar-te-ei de bom grado a minha vida se me permitires apenas que complete o meu trabalho."
Assim Katsuo aguardou impacientemente ao longo de vários meses enquanto Zembu continuava a cavar. Ao ver que Zembu se aproximava do fim e cansado de não fazer nada, Katsuo começou a ajudar Zembu a cavar. Ao trabalharem lado a lado, Katsuo começou a admirar a enorme força de vontade e carácter do velho homem.
Finalmente o túnel estava terminado e os viajantes podiam agora passar em segurança.
Zembu virou-se para o jovem samurai:
- "O meu trabalho está feito. Podes agora cortar a minha cabeça.", disse.
Lágrimas caíam dos olhos de Katsuo enquanto perguntava:
"Como posso eu cortar a cabeça do meu professor?".
domingo, 28 de novembro de 2010
Confissão à vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso
Já me desiludi com pessoas
Que nunca imaginei que me desiludiriam
Mas também desiludi alguém.
Já abracei para proteger
Já ri quando não devia
Fiz amigos eternos
E amigos que nunca mais vi.
Amei e fui amado
Mas também fui rejeitado
Fui amado e não amei.
Já gritei e saltei de tanta felicidade
Já vivi de amor e fiz promessas eternas
Mas também me magoei muitas vezes.
Já telefonei só para ouvir uma voz
E apaixonei-me por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
Tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida
E também tu não deverias passar!
Bom é lutar com determinação
Abraçar a vida com paixão
Perder com classe
E vencer com ousadia.
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito para ser insignificante.
Vive!
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso
Já me desiludi com pessoas
Que nunca imaginei que me desiludiriam
Mas também desiludi alguém.
Já abracei para proteger
Já ri quando não devia
Fiz amigos eternos
E amigos que nunca mais vi.
Amei e fui amado
Mas também fui rejeitado
Fui amado e não amei.
Já gritei e saltei de tanta felicidade
Já vivi de amor e fiz promessas eternas
Mas também me magoei muitas vezes.
Já telefonei só para ouvir uma voz
E apaixonei-me por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
Tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida
E também tu não deverias passar!
Bom é lutar com determinação
Abraçar a vida com paixão
Perder com classe
E vencer com ousadia.
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito para ser insignificante.
Vive!
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